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Esquece os clientes. Foca-te na tua alma gémea.

Até podes negar. Mas a verdade é que quando iniciamos uma nova relação temos sempre esperança. Que seja a tal. Para sempre. O match perfeito.



Quando te encontra, o teu cliente ideal. Não um qualquer. Já falaremos sobre isso. Quando te encontra, o teu cliente ideal tem exatamente a mesma esperança. A do match perfeito. 


Ninguém gosta de ser salta-pocinhas. Não, pelo menos, de forma permanente. Ou para uma coisa séria. Já todos tivemos one night stands. E gozamos. E repetíamos. 


Mas, se nos derem a escolher. Quem de nós, na sua real verdade, não gostaria de poder gozar com a mesma pessoa. Numa relação fértil. Onde ambos se vêm crescer. Por se terem um ao outro.


Pensa assim (e perdoem-nos se vamos falar no feminino): todas nós gostamos de uma pechincha na Zara. E mais do que uma vez. É uma boa relação descomprometida. Está sempre lá. Nunca nos falha. Nunca nos cobra. Nem é preciso ligar antes. Basta aparecer. E sabe-nos sempre bem. Às vezes nem é preciso investirmos muito. Tem dias em que sentimos que recebemos mais do que damos. E gostamos disso. 

Mas se pudermos, sempre que pudermos. Gostamos de regressar àquela Z que sentimos que nos adivinha. Que toma a iniciativa. Sorri para nós. Trata-nos pelo nome. Aquela que nos faz sentir especiais simplesmente porque tira tempo do seu para estar ali connosco. Ou então porque tem sempre algo guardado para nós. Que sabemos que não entrega a mais ninguém. Não, pelo menos, da forma que nos dá a nós. E não importa se retornamos. Da próxima vez, seja ela quando for, vai estar ali na mesma. Com a mesma devoção. Com o mesmo tempo. Só ali. Para nós. A isto chama-se amor incondicional. 


Identificas-te com isto? Se não, podes sair já. Mas olha, por uma vez que seja. Aqui que ninguém nos vê. Ou ouve. Permite-te dizer a verdade a ti mesmo. 


Bom, se sim. Se te identificas, porque há-de a relação entre ti, ou a tua marca, e o teu cliente ideal ser diferente? Afinal de contas, não deixamos nunca de falar de pessoas. E de relações. Pessoas com sonhos. Com expetativas. Com necessidades. Em busca da sua melhor versão. 


Vamos fazer o exercício ao contrário:

O que esperas tu de uma relação?


Deixa-nos adivinhar:


  1. Alguém que te leia as entrelinhas

  2. Alguém que te escute, ativamente

  3. Alguém que saiba como surpreender-te

  4. Alguém com conteúdo

  5. Alguém que te faça viver novas experiências

  6. Alguém que te complemente

  7. Alguém que invista na relação 

  8. Alguém que seja sempre uma boa companhia, mesmo no silêncio 

  9. Alguém que te faça rir

  10. Alguém que te dê colo

  11. Alguém que não te julgue

  12. Alguém que te veja

  13. Alguém que veja sempre o melhor em ti

  14. Alguém que te faça crescer


Tão importante quanto o que buscas é aquilo do que foges. Exatamente do oposto. Das más experiências. De todas as vezes em que não foste visto. De todas as vezes que foste enganado. De todas as vezes em que as promessas foram muitas. Mas a realidade. Isso mesmo que estás a pensar. Já passamos todos pelo mesmo. É escusado continuar a enumerar. Muda o disco, toca o mesmo. 


É por isto tudo que, sem rodeios, dizemos: 

Esquece os clientes. Foca-te na tua alma gémea. 

E quem é o teu cliente alma gémea?


Não são todas as mil e uma almas que por aí andam. Isso é certo. Não há prática pior na vida e no marketing que a do querermos ser tudo para todos. O clássico: “quem é o seu cliente tipo ideal?”, “Ah, são todos, dos 8 aos 80”. 


Isto só quer dizer uma e absoluta coisa: não sei quem sou. E se não sei quem sou, como posso saber para quem sou? 


A maior das vezes, o teu cliente alma gémea és tu mesmo. Mas numa fase diferente da jornada. Antes de seres borboleta. Antes de saberes tudo o que sabes. Antes até mesmo de encontrares a solução para o problema. O mesmo que te fez criar a tua marca. Ah, e se tens uma marca de moda feminina (só porque é mais comum). Ou uma marca de produtos de beleza (de preferência bio). Ou um centro de estudos. Não digas que não tinhas um problema. E que criaste a marca só porque gostavas de roupa. Ou produtos de beleza. Ou de ajudar as crianças a aprender. E que por isso não sabes em que raio podes ser diferente. Porque se fosse por aí. Mais até do que ninguém criava projetos. Ninguém os escolhia. Por isso sim, existia um problema. Mesmo que esse problema fosse, só e apenas, na verdade, uma vontade. A vontade de fazer uma coisa mais bonita. Mais funcional. Mais no teu comprimento de onda. 


Sim, o teu cliente alma gémea és tu mesmo. São todos os que passam. Ou passaram. Exatamente pelo mesmo problema. E se tens uma marca de roupa, por exemplo. Pode, como já vimos em cima,  não ser exatamente um problema. Ou até pode. Porque não conseguias por raio nenhum encontrar uma costura bem feita. Ou aquele corte que favorece. Ou simplesmente um conjunto de peças úteis combinadas num mesmo espaço. Não precisa, na verdade, de ser nada do outro mundo. A diferença pode residir apenas e só numa forma mais simples de fazer. Mais prática. Mais próxima. Mais adequada a quem a escolhe utilizar. 


Sim, o teu cliente alma gémea és tu mesmo. Ainda na fase do despertar para o problema. À procura de uma solução para aliviá-lo. Resolvê-lo. Ou minimizá-lo. 


E o teu cliente alma gémea vai gostar de saber que existes. Todos nós adoramos aquela sensação do: “olha que maravilhoso, parece que está a falar de mim. Sinto exatamente o mesmo”. Na verdade, a melhor reação que podes tirar de alguém é exatamente esta: “parece que está dentro da minha cabeça”. Neste preciso momento, a relação acontece. E agora, cabe-te a ti vê-la. Nutri-la. 


E agora depois disto tudo, a parte mais importante. E só para baralhar mais um bocadinho. O teu cliente não te encontra. O teu cliente é-te enviado. Mas este é assunto para um próximo artigo. 

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